REDES SOCIAIS COM RECLAMAÇÕES DOS ÔNIBUS DE ANGRA, QUE SERIA A "NOVA CANCÚN"
Pela redes sociais há reclamações sobre os serviços de ônibus em Angra.
Como todos sabemos, os serviços de "Transporte Coletivo Urbano" são de responsabilidade direta do Município, logo, a concessão à empresas privadas, (porque há casos em que a Prefeitura assume toda operação, seja por "intervenção administrativa" ou por "gestão direta"), está sujeita às regras contratuais bem definidas.
Não conheço o Contrato da empresa 'Senhor do Bonfim' em Angra, mas, seguramente prevê um equilíbrio financeiro. Há pagamento de subsídio pelo contribuinte e, claro, há obrigações legais para esse tipo de serviço, por exemplo: a pontualidade.
O Prefeito bolsonarista Fernando Jordão precisa determinar que haja fiscalização, notificação e, se for o caso, aplicação as sanções previstas em lei, no Contrato. A inércia é negligência. Se o Município não agir, pode haver denúncia ao Ministério Público Estadual, afinal, trata-se de uma concessão pública.
Se o gestor da cidade não utiliza os serviços de ônibus, deveria saber - e certamente sabe - que um contingente populacional imenso se serve desse meio de deslocamentos diários, porquanto, para uma cidade que se vestiu de uma roupa com a grife de "nova Cancum", à saber que: Ter esgoto cruzando o Centro da cidade, pelo Rio do Choro; e serviços de transporte público de péssima qualidade, não coadunam com o conjunto de políticas públicas necessário para se chegar ao ponto prometido de transformação da cidade.
A Administração Municipal deveria adotar providências semelhantes ao que é oferecido em lugares com o dinamismo turístico da região de Cancún, que um dia o Prefeito, fazendo eco ao que disse o Governo Bolsonaro, falou que alcançaria na cidade.
Sob Fernando Jordão, diga-se, o 'Transporte Urbano' sempre se evidenciou, senão *lembremos alguns fatos*:
a) Transporte Alternativo
Segundo os cooperados à época, havia um acordo apalavrado com o Fernando Jordão, o que levou muita gente a comprar Vans. E esse tipo de transporte, mesmo sem qualquer legalidade, sem regulamentação alguma, passou a funcionar normalmente na cidade. Foi criado um caos na mobilidade rodoviária da região central, principalmente. Isso ocorreu té que houve um freio, que culminou, entre outras coisas, com endividamento de proprietários desses autos, e invasão na sede da Prefeitura. O resto é a história que todos conhecem.
b) Passageiro Cidadão
O programa de subsídio municipal sobre o valor final pago na catraca, desacompanhado de qualquer métrica gestão; de qualquer instrumento de controle, com absoluta falta de transparência, foi implantado com pompas e circunstâncias pelo Fernando Jordão. Precisou ser corrigido com Tuca Jordão, e depois com Conceição Rabha. Finalmente estancado sob o mesmo Fernando, e que mais tarde, acossado pelo volume crítico social que se lhe impôs, voltou com o "Programa" de forma minimalista.
Histórico do Setor
Sob Tuca Jordão, importante recordar, foi contratado pelo erário municipal um criterioso 'Estudo Técnico da Coppe', que fez um profundo diagnóstico da situação real do transporte coletivo na cidade de Angra e apontou as soluções. Todo processo proposto pelos técnicos da UFRJ, serviços pagos pelo contribuinte angrense e entregue próximo do fim do mandato eletivo de Tuca reduziria tempo de viagem; aumentaria a capacidade de novos itinerários; melhoraria a lotação por veículo/viagem, e, claro, criaria condições de revisão dos preços cobrados na catraca.
Observe que, apesar das necessidades, e de haver estudos dessa monta a disposição, jamais foi aproveitado pelos sucessores de Tuca, sendo, portanto, a Prefeita Conceição, que criou condições "discutíveis juridicamente", sempre é, para os serviços de transporte alternativo, por meio de 'motoboys', mas, com certa regulamentação, e, óbvio, também com o atual Prefeito Fernando. Este, por sua vez, se dedicou a discutir sobre o aeroporto da Japuíba, informou isso publicamente, mas, continua sem um Plano de Capacidade de carga para a Ilha Grande, que se serve do transporte marítimo.
O que restou de todos esses anos senão os conhecidos e envelhecidos problemas com 'transporte coletivo urbano em Angra'? Um aferidor para conhecer o grau de satisfação do "cliente" e o nível de criticidade social sobre este e demais serviços públicos é a pesquisa de opinião, feita de forma oficial, discutida com a sociedade, sendo objeto de interesse de todos, o que inclui a Câmara Municipal. E não tem havido isso.
Quem sabe os veículos de imprensa locais e regionais, que atuam de forma séria nas informações da cidade, um dia produzam uma reportagem sobre isso, envolvendo as condições do ano médio da frota; as condições do mapa de manutenção; os indicadores do equilíbrio financeiro; o fato de haver uma Garagem própria há anos, logo, qual o peso desse fator no preço final da passagem - em favor do usuário?; o Conselho Municipal, se existe e está operacional; tecnologia embarcada; coisas assim, para entendermos as razões, ou ao menos tentarmos, dos atrasos de ônibus, entre outros fatores intrínsecos aos serviços.
O Prefeito Fernando e o então Presidente da República, Jair Bolsonaro, prometeram elevar as condições de existência em Angra dos Reis - RJ à realidade de destinos concorridos turisticamente - como o de "Cancum'. Não passou de discurso, porque na "Nova Angra" o que restou foi só o nome de um bairro muito legal e de generosa população que - numa parte importante - também depende de ônibus para trafegar pela cidade.
Créditos da foto: Google -'Revista do Ônibus'
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