A CÉLIA TEM "CULPA NO CARTÓRIO"?

E falar do Zé Augusto,em relação ao tema, é questão de Justiça!


Um monte de coisas chama a atenção sobre essa mexida na estrutura dos serviços cartorários de Angra, e sob todos os aspectos a deputada Célia Jordão e o ex-vereador Zé Augusto devem explicações. O marido dela é Prefeito do Município, e a esposa dele é Juíza do TJ na cidade. Ambos foram tardios e reativos em relação ao tema, provocados pelo alarido de vozes indignadas, e atiçados pela proximidade do calendário eleitoral.

Eles são políticos de de Angra.

Projeto de Lei - PL n° 1.833/23, é de autoria do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o TJ/RJ. Aprovado e encaminhado à sanção do Governador Cláudio Castro, já é uma Lei. A medida se refere a um único lugar, Angra dos Reis. O autor, o TJ/RJ raramente apresenta iniciativas nesse sentido. O interesse de ambos não foi aguçado, por que?

Ela, num tremendo migué, fez cara de paisagem. Ele, com aspecto de doente, se calou. Os dois, até 15 dias depois de ter sido apresentado o PL, de ter sido pautado pela ALERJ, submetido a análise dos deputados e disponibilizado ao voto, não disseram nada por release à imprensa, por nota oficial, por artes, infográficos, nadica de nada, só silêncio.

A deputada, que se calou na votação da matéria, agora resolveu falar - em entrevista ao radialista Robson Luiz, na rádio Rota do Sol, (Comunitária), por telefone; e o ex-vereador, num cenário hospitalar, pelo Instagram, também. O ensurdecedor vozerio das pessoas, especialmente do Parque Mambucaba, lhes tiraram da zona de conforto, da quietude.

Expressões como "Tõ ao lado de vocês", entre outras, num curto espaço de tempo da entrevista, foi lançada nas ondas do rádio. Não precisa de 'ata notarial', basta ver fotos, vídeos ou a ata da sessão. Ela estava lá, ouviu a leitura do documento, tinha posse prévia da pauta, e, mesmo sendo da cidade, tendo seu marido como o Chefe do Poder Executivo Municipal local, deu SIM - e emudeceu. 

Ele, que tem pretensões de ser o Prefeito da cidade, foi candidato na última eleição, falou com voz remediada que não sabia dos fatos, levantaria informações e que dirá algo em breve, mas, sendo sua esposa uma representante do Poder Judiciário na cidade, e havendo uma proposta tão intrincada como esta, não conversaram em casa sobre tais mudanças em curso?

Nota da própria ALERJ

A estrutura dos cartórios extrajudiciais da comarca de Angra dos Reis foi alterada, em discussão única. Tomem Nota: Caso recebesse emendas parlamentares, o texto sairia de pauta.

A proposta não altera o número de cartórios extrajudiciais presentes no município, mas estipula as atividades de cada um deles, conforme determina a Resolução 80/19 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os cinco cartórios extrajudiciais de Angra serão divididos da seguinte forma: dois Ofícios de Registro; dois Tabelionatos de Notas e Protestos de Títulos e um Ofício de Registro Civil de Pessoas Naturais.

Observação

Não há nenhum documento publicado sobre como será o desenho definitivo agora dos serviços e cartórios de Angra. Talvez isso tenha sido apresentado aos deputados, mas, a deputada Célia não publicou nada, nem tocou no assunto, exceto hoje, sob força dos eventos - com mobilização e manifestação de moradores do 4° distrito. Da mesma forma o Zé Augusto, também não demonstrou nada sobre como ficará essa nova dinâmica.

Certo é que ambos se dispam de suas vaidades políticas, unam forças e busquem uma agenda com o Presidente do TJ/RJ para levar as considerações dos moradores, e ver se, com isso, a estrutura dos serviços definida pela nova Lei não altere a geolocalização do Cartório existente hoje no bairro mais distante do Centro da cidade, o emancipacionista Parque Mambucaba.

É a minha contribuição.

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